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ENTENDENDO A DEPRESSÃO E SEU TRATAMENTO

  • Foto do escritor: cim.uam
    cim.uam
  • 15 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Série de textos do BLOG do CIM abordará os principais tratamentos para os transtornos depressivos.


Por MARCELA HENRIQUE

Graduanda de Farmácia - 6º semestre

Universidade Anhembi-Morumbi


Depressão é uma doença psiquiátrica, ou seja, um distúrbio mental que afeta significativamente o dia a dia da pessoa que a tem, podendo inclusive levar ao suicídio. Trata-se de um transtorno que provoca sentimento de tristeza e/ou perda de interesse em atividades, alterações no apetite, mudanças na rotina de sono, baixa autoestima, sensação de cansaço e fadiga, problemas de concentração, pensamentos de morte, entre outros. Pode ocasionar uma variedade de sentimentos, e atrapalhar a vida pessoal e profissional. Quando essas sensações duram por mais de duas semanas, o indivíduo deve buscar um médico para verificar um possível diagnóstico de depressão. O Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina, sendo um total de 5,8% da população que sofre com a depressão, afetando um total de 11,5 milhões de brasileiros.


As causas mais comuns para a depressão estão ligados a fatores genéticos que causam disfunção bioquímica do cérebro, além de fatores sociais, tais como solidão e traumas. A doença deve ser tratada com uso de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, que auxiliam na “comunicação química” dos neurônios, por meio da liberação de substâncias químicas na fenda sináptica que promovem a passagem de corrente elétrica que irão gerar os pensamentos e ações do indivíduo. A principal consequência da depressão é a perda desses mediadores químicos conhecidos como neurotransmissores, por isso é necessário a utilização de medicamentos que repõem essas substâncias.


Como exposto acima, os antidepressivos são fármacos capazes de fazer alterações químicas induzindo a elevação do humor. Por isso os antidepressivos promovem uma normalização dos concentração dos neurotransmissores do cérebro como serotonina, dopamina e noradrenalina, através de mecanismos de bloqueio e recaptação. Os ansiolíticos por sua vez, são utilizados em pacientes que tem quadros de crises de ansiedade, com problemas de sono até crises convulsivas. Dentre os seus efeitos, destaca-se a sedação, reduzindo a atividade cerebral causando sonolência e relaxamento. A maioria dos ansiolíticos atuam em um neurotransmissor denominado GABA (presente principalmente no sistema nervoso central), melhorando sua afinidade com seus respectivos receptores. Os ansiolíticos se dividem entre benzodiazepínicos e barbitúricos, ambos são considerados hipnóticos e sedativos.


Em outubro, o BLOG do CIM terá textos voltados para o entendimento da depressão e seu tratamento. Trata-se da nossa série de outubro, cujo tema foi escolhido pelos seguidores de nossa página no Instagram. Acompanhe as novidades e siga @eventoscim.uam para mais informações!


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