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ANTIDEPRESSIVOS E GRAVIDEZ

  • Foto do escritor: cim.uam
    cim.uam
  • 14 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

Efeitos adversos ligados a desvenlafaxina acenderam discussão sobre a utilização correta de antidepressivos durante o período de gestação.


Por GUSTAVO PELLEGRINI

Estudante de Farmácia - 8º semestre

Universidade Anhembi-Morumbi


Em agosto de 2020, o periódico JAMA Psychiatry publicou um artigo correlacionando o aumento de deformações físicas e do coração em recém-nascidos de gravidas que utilizaram antidepressivos no primeiro trimestre da gravidez. Neste estudo foram analisadas diversas classes de medicamentos antidepressivos, como os tricíclicos, inibidores seletivos ou não de serotonina dentre outros. O medicamento que mais apareceu na correlação com os problemas de má formação foi a desvenlafaxina, medicamento utilizado para tratar Transtorno Depressivo Maior. Segundo a bula do medicamento, não há evidência científica alguma que a Desvenlafaxina pode vir a causar qualquer teratogenicidade, isto é, deformações do desenvolvimento do feto. Também há registros na bula de estudos realizados para verificar a possível cardiogenicidade da Desvenlafaxina, que por sua vez não demonstrou qualquer evidência que possa impactar em mulheres gravidas. A desvenlafaxina é um medicamento controlado, apesar dos estudos preliminares, não é aconselhável suspender o tratamento subitamente sem antes consultar seu próprio psiquiatra.


Antes de um medicamento ser aprovado para consumo, ele deve necessariamente passar por diversos testes estabelecidos pelo órgão de saúde de cada país (como a ANVISA para o Brasil ou FDA para os EUA), sendo que a última fase deste estudo é a de pós comercialização, onde, após o medicamento ser aprovado para ser vendido, começa a captação de evidências ao redor de mundo que pode sugerir algo em comum a uma etnia ou população de um determinado local uma reação adversa que não estava constado em bula, porém, que jamais seria descoberta em estudos prévios.


A desvenlafaxina é um antidepressivo que entra numa classe ampla chama Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN), comumente utilizados para tratar depressão. A Desvenlafaxina possui uma potência muito alta, é mais segura e tem menos efeitos adversos do que os outros de sua classe. Especificamente, a segurança impacta nos efeitos adversos e colateral que o paciente pode vir a ter, chegando a momentos que se torna necessário interromper a terapia do paciente e começar uma nova com outro medicamento e em outro esquema terapêutico. A Serotonina e Noradrenalina são moléculas extremamente importante e essenciais para a manutenção da vida do ser humano, fazendo parte das sinapses que nossos neurônios fazem. Na depressão, é certo que alguma dessas moléculas ou outras (como Dopamina) estará desbalanceada, momento em que o corpo produz quase nada destas moléculas, afetando o nosso humor, quase que eliminando a sensação de prazer em qualquer tipo de atividade diária.


Dúvidas relacionadas a medicamentos? Entre em contato com o serviço gratuito de orientações do CIM - Anhembi acessando a página inicial do nosso Blog.


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